Vultuosas aspirações circulam por vias tortas
Linhas errantes e sem definição
Mas que de algum modo possui suas formas
Sem atração
Sem emoção
Panteônicas...
Psicodélicas...
Porém livres e vívidas
A alma do poeta percebe
Mas os olhos da torre
As mantêm sob vigilância
As linhas se redobram em círculos
Espalham-se sem regência
Contudo, convergem sem relutância
Entrelaçam-se em forma de redes
Interligado os mais remotos seres
Recobrindo as fendas
Extensas...
Feridas abertas
No planetário de vãs filosofias
Que se confundem com verdades absolutas
Linhas obscuras entre rumos incertos
Cruzando por caminhos abertos
Os solitários buscam a cada dia
Um motivo para repor sua alegria
E os céticos invalidam suas fantasias
Mesmo que esperem o mesmo
Preferem imbecilizar o sonho
E amar o pesadelo
Preferem rir das linhas certas
E acreditar nas linhas infinitas
Escolhem a morte
Mesmo quando a vida é mais segura
Abusam da sorte...
Sucumbem á doença sem cura
Amargam em noites etílicas
Recorrem em suas frustrações
E da desgraça tentam extrair lições
Eles ficam
As linhas partem
Continuam...
Reverberam...
Uma após a outra
Seguem seu rumo
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