Uma exposição aberta
Alguns quadros à mostra
O vernissage inaugura
A inédita moldura
De pinturas inexistentes
De criaturas sobreviventes
Ao modo de sua sinecura
Contrastes e cores invisíveis
Tela a óleo gravuras...
Ilustrações perceptíveis
Aos olhos por debaixo da armadura
Seu brilho liberta-se pela sala escura
E os críticos relembram
Interagem com suas máscaras
Elas caem ao chão
Revelam-se faces nua
Refletem no quadro em branco
Perdem sua postura
Assustam-se com o relâmpago
Apreciam seu mundo microscópio
Deixando-se observar na imensidão do caleidoscópio
Mundos destroçados
Reconstroem-se ganhando vida nos quadros
Os pintores, todos apostos
Curvam-se diante da grandeza
Da mais fascinante das obras
Emanando a projeção de sombras e de luz
Epitáfio sem sentido que lhes conduz
Aos corredores externos da sala escura
E todas suas pinturas e texturas
Experimentadas de forma única
Por cada um que perdeu sua máscara
Ao acaso, ao propósito
Ou ao simples desejo lógico
As telas tem sua dimensão
E na textura
E espessura
Apresentam toda sua precisão
E os estilos em conformação
Detalham momentos ímpares
Na existência de vidas íngremes
E por vezes sem sentido
E os tons da tela revelam o triste coagido
Que os sonhadores se refugiam
As vezes agonizam
Mas ainda há uma pintura
A última aquarela
Benerofonte contra Quiméra
Ou a tela ilustrando os ares da primavera
O armagedom poético
No traçado do pintor cego
Se expressa por partes imprecisas
Por inspirações indefinidas
Mas que podem ser compreendidas
Por quem souber bem observar
Por quem souber esperar...
domingo, 27 de novembro de 2011
sábado, 26 de novembro de 2011
Geometría
Vultuosas aspirações circulam por vias tortas
Linhas errantes e sem definição
Mas que de algum modo possui suas formas
Sem atração
Sem emoção
Panteônicas...
Psicodélicas...
Porém livres e vívidas
A alma do poeta percebe
Mas os olhos da torre
As mantêm sob vigilância
As linhas se redobram em círculos
Espalham-se sem regência
Contudo, convergem sem relutância
Entrelaçam-se em forma de redes
Interligado os mais remotos seres
Recobrindo as fendas
Extensas...
Feridas abertas
No planetário de vãs filosofias
Que se confundem com verdades absolutas
Linhas obscuras entre rumos incertos
Cruzando por caminhos abertos
Os solitários buscam a cada dia
Um motivo para repor sua alegria
E os céticos invalidam suas fantasias
Mesmo que esperem o mesmo
Preferem imbecilizar o sonho
E amar o pesadelo
Preferem rir das linhas certas
E acreditar nas linhas infinitas
Escolhem a morte
Mesmo quando a vida é mais segura
Abusam da sorte...
Sucumbem á doença sem cura
Amargam em noites etílicas
Recorrem em suas frustrações
E da desgraça tentam extrair lições
Eles ficam
As linhas partem
Continuam...
Reverberam...
Uma após a outra
Seguem seu rumo
Linhas errantes e sem definição
Mas que de algum modo possui suas formas
Sem atração
Sem emoção
Panteônicas...
Psicodélicas...
Porém livres e vívidas
A alma do poeta percebe
Mas os olhos da torre
As mantêm sob vigilância
As linhas se redobram em círculos
Espalham-se sem regência
Contudo, convergem sem relutância
Entrelaçam-se em forma de redes
Interligado os mais remotos seres
Recobrindo as fendas
Extensas...
Feridas abertas
No planetário de vãs filosofias
Que se confundem com verdades absolutas
Linhas obscuras entre rumos incertos
Cruzando por caminhos abertos
Os solitários buscam a cada dia
Um motivo para repor sua alegria
E os céticos invalidam suas fantasias
Mesmo que esperem o mesmo
Preferem imbecilizar o sonho
E amar o pesadelo
Preferem rir das linhas certas
E acreditar nas linhas infinitas
Escolhem a morte
Mesmo quando a vida é mais segura
Abusam da sorte...
Sucumbem á doença sem cura
Amargam em noites etílicas
Recorrem em suas frustrações
E da desgraça tentam extrair lições
Eles ficam
As linhas partem
Continuam...
Reverberam...
Uma após a outra
Seguem seu rumo
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